Objectivo deste blog


O blog "Portugal, um cais do mundo" pretende responder à pergunta "Que país queremos ser?".
Os autores propõem-se contribuir para esta questão por três vias:
- Aprofundar - Disc
utir modelos de optimização do papel de Portugal nas redes da globalização.
- Implementar - Propor formas de concretizar o sonho "Portugal, um cais do mundo".
- Divulgar - Tornar o sonho visível em Portugal e promover o reconhecimento internacional.


=================================================================================================================

Mostrar mensagens com a etiqueta Portugal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Portugal. Mostrar todas as mensagens

So Pitch está de volta


So Pitch é um evento de recrutamento e networking que junta gente nova com atitude, energia e vontade de trabalhar e empresários que querem comprar trabalho. Com o objectivo de criar um ecossistema de aproximação entre empresas e a nova geração, o So Pitch destina-se  quem pretende lançar uma ideia de negócio e/ou trabalhar nas indústrias criativas, tecnologia, marketing e vendas.
O evento deste ano tem o apoio da Samsung e é um evento oficial Braga 2012 Capital Europeia da Juventude.
Miguel Gonçalves, o criador do So Pitch explica o projeto e lança um desafio:


Para participar os candidatos submetem uma inscrição online. Serão seleccionados 600 para apresentarem o seu Pitch e na Final, 60 talentos e mais 10 Ideias de Negócio farão a sua apresentação às empresas.
Os castings decorrem em Braga nos dias 10, 11 ou 12 de Maio e em Lisboa nos dias 14, 15 ou 16 de Maio. A final será a 31 de Maio na cidade de Braga.
Entre outras, fazem parte do ecossistema empresas como a Wedo Technologies, NDrive, BES, PT, Salsa Jeans, Primavera Software, Unicer, Cin, Novabase, Wipro, CardMobili, McCann Erikson, Jason Associates, Liberty Seguros, Universia, F3M, Grupo Tecnifar, entre muitas outras...
O So Pitch é promovido pela Spark Agency, agência de criatividade que faz estalar activação em pessoas e empresas, liderada por Miguel Gonçalves, e do Factory | Business Center & CoWork, centro de negócios out-of-the-box da cidade de Braga.
Para mais informações: www.sopitch.com , comunica@sopitch.com, 253 680 340 ou 910 820 910

Fica como mote a apresentação "Vencer o futuro" do Miguel Gonçalves no TEDx em Braga:

BET Católica: Novo clube de empreendorismo


BET Católica Lisbon Business Ventures é o novo clube de empreendorismo da Universidade Católica e tem como principal objectivo reforçar a capacidade de iniciativa e de inovação do público-alvo a que se dirige de modo a envolver activamente a participação dos jovens, das comunidades académica e científica, do tecido empresarial e também da sociedade civil num circulo virtuoso alicerçado na dinâmica da criatividade, da inovação e do empreendorismo.
Nos próximos dia 4 e 5 de Maio, o BET irá realizar o 24Horas BET, um evento de endurance de empreendorismo que irá ter lugar no edifício da Católica Lisbon e onde se esperam perto de 400 participantes. O programa do evento será preenchido com diversas iniciativas, designadamente talks, seminários, challenges e business cases. O evento destina-se a pessoas das mais variadas áreas de conhecimento e o BET irá desenvolver um conjunto de actividades facilitadoras do networking.
Especificamente um dos challenges que integrará o programa do evento será o Challenge Startup 1.0, cujo objectivo é o de contribuir para a criação de novas stratups orientadas para os desígnios da excelência e competitividade internacionais. Ao vencedor desta competição será atribuído um prémio monetário cujo financiamento está a ser obtido através de crowdfunding na plataforma PPL Crowdfuinding Portugal.
Iniciativas como estas são essenciais para capitalizar uma nova cultura empresarial no país e para maximizar a resposta aos desafios da recuperação económica de Portugal.
Mais informações BET Católica (evento 24 Horas): http://www.betcatolica.com/

Media e entretenimento: O novo sector exportador


No início deste mês, Mira Amaral, ex-ministro da Indústria e Energia, em declarações à TSF recordou que as metodologias do relatório de Michael Porter sobre a competitividade nacional continuam válidas. Relatório esse, que focou a importância das indústrias tradicionais, mas como o próprio Mira Amaral referiu em entrevista à revista Fortuna em Dezembro de 1993: “O estudo analisa os sectores tradicionais mas é omisso sobre os futuros”.

Hoje, já sabemos que muito mudou nos últimos anos e que nos próximos as mudanças serão mais rápidas e que vão surgir novas indústrias e novos mercados.

As indústrias tradicionais podem e devem ser uma aposta. Mas, as plataformas digitais abrem novas portas para a exportação em sectores onde a criatividade e o talento são vantagens competitivas. A nossa História está repleta de bons exemplos onde nos destacámos pela inovação, criatividade e talento.

Podemos destacar-nos nos mercados de aplicações, videojogos, filmes, músicas, livros e conteúdos informativos e de entretenimento (e sempre que possível com tradução para diversas línguas).

O potencial de negócio da indústria de media e entretenimento apresenta perspectivas de crescimento sustentado em todo o mundo para os próximos anos, sendo a distribuição digital um catalisador para a criação de um novo sector exportador.

Porque não criarmos o próximo “Angry Birds em Coimbra ou o próximo “Farmville” em Braga? Terão os finlandeses ou norte-americanos mais criatividade e talento do que nós? Não pode o nosso cinema ser um sucesso na China ou França? E os livros dos nossos autores serem best sellers nos Estados Unidos?

A indústria de media e entretenimento é uma oportunidade efetiva e atual de incrementar as exportações. Para isso, é importante que o governo e os investidores tenham esta visão, de forma a que daqui a vinte anos, esta possa ser considerada uma das indústrias tradicionais com peso relevante nas nossas exportações e que seja também uma forma de afirmação e reposicionamento económico de Portugal no mundo.

Video: Michael Porter sobre as cinco forças da competitividade que definem a estratégia


Publicado também no blog Cibertransistor.com e nos jornais Diário de Notícias e Meios & Publicidade

Descobrimentos 2.0


É verdade que a História se repete. A Era Digital que hoje vivemos é muito semelhante ao período dos descobrimentos nos Séculos XV e XVI.

No início do ano 2000, chegámos ao “Cabo das Tormentas”, com a “bolha da Internet”, e muitas empresas dot.com faliram, outras resistiram e novas nasceram.

Entretanto, muitos já dobraram o “Cabo da Boa Esperança”, mas há também “piratas” a atrapalhar e um “Tratado de Tordesilhas” desta vez não entre países, mas entre as empresas Apple e Google. Mas, a AmazonFacebook e Microsoft podem atravessar-se no caminho, como nos aconteceu a nós Portugueses e aos vizinhos Espanhóis com outras nações (Holanda, Inglaterra e França,...).

Estas empresas, estão a liderar a criação de novos mercados e novas rotas de comércio (electrónico), com domínio de plataformas de distribuição de aplicações e conteúdos. É por isso, que assistimos a uma guerra importante de registo de patentes, que são as novas fronteiras e portagens que se criam nestes novos mercados e rotas.

O entusiasmo e sucesso das recentes ofertas públicas de aquisição (IPO´s) nas dot.com, que iniciaram com a rede social LinkedIn, depois com o motor de busca russo Yandex.ru e com a rádio online Pandora, explica-se pelo facto de estas poderem ser também importantes plataformas que podem gerar valor acrescentado nestes novos mercados e rotas de comércio.

Quanto pode valer para o Google ou Microsoft, a integração das suas aplicações no LinkedIn, ou seja, um mercado com 100 milhões de utilizadores profissionais e respectivas empresas? Tudo será resolvido com um “aluguer” ou com a compra do LinkedIn... claro, o preço de mercado ficou já definido, neste caso acima dos 8 mil milhões de dólares.

E a Pandora? Acumulou 90 milhões de dólares de prejuízo ao longo de 10 anos, e captou 90 milhões de utilizadores registados só nos Estados Unidos (cada utilizador custou 1 dólar a captar, nem ficou assim tão caro, com o “bónus” de uma excelente plataforma de distribuição de conteúdos). A Pandora é uma plataforma de rádio que será mundial e que vai ser ouvida em todos os dispositivos incluindo auto rádios. 

Qual o valor do mercado mundial de publicidade na Rádio (com possibilidade de segmentação geográfica, por dispositivo, por perfil e claro com interação)? Quanto pode a Apple, Google ou Amazon, pagar pelas músicas vendidas a partir da Pandora? Também aqui, teremos um futuro contrato de arrendamento ou venda..., para já o valor de mercado está quase em 3 mil milhões de dólares.

Espero, que como país de navegantes, os portugueses vejam esta nova Era Digital como uma oportunidade importante e interessante para saberem criar valor e dinamismo económico, pois somos um povo criativo e que sempre soube navegar com coragem e curiosidade para descobrir novos mercados.

Versão eBook gratuita no iTunes / iBookstore